Carta aberta ao Boca do Inferno, a carta que não chegou.
Rio Claro, 31 de outubro de 2011.
..................................Caro amigo Gregório de Matos Guerra,
Tu és o legítimo homem, mais do que Hamlet o foi
Um legítimo homem, tão andante quanto Dom Quixote
O mais contra si mesmo
Em tua auto-defesa:
A voz dos idiotas
Um solitário amotinado
Palavras cuspidas numa tempestade verbal
Sem amigo, sem destino;
Quem te daria abrigo, inimigo da Bahia?
Eu, eu dar-te-ia uma pena e um papel,
Porque tu, ó Boca do Inferno,
Falavas o que ninguém ouvir podia.
Sossega, Nhô Gregório, Salvador não tem mais jeito.
Falta verdade, honra, vergonha e mais o que lhe ponha?
Não escarnece a vida que te foi dada,
Nem o povo que te ignora,
Só faze como eu,
Pede pelos tais a Deus:
Pois, que grande falsidade, desonra e sem-vergonhice
(as que vejo agora pelo facebook)
Ardam no mais profundo fogo e densa flamba decaída.
Um abraço do amigo um pouco mais moderno
Felipe Costa
FCC
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