É preferível falar do extermínio dos traficantes dos morros no Rio de Janeiro a ver o narcotráfico todos os domingos, às 20h30min na tv, mesmo que isso seja sangrento (como se nada na história o fosse).
terça-feira, 30 de novembro de 2010
O mais forte, neste caso, vencerá!
Este foi um comentário feito a respeito do texto "Não haverá vencedores" de Marcelo Freixo publicado no Folha de São Paulo deste domingo, 28/11/10. Segue o comentário.
Fala-se muito em Direitos Humanos e nunca se fala em AÇÃO. A sociedade brasileira está saturada de ''Cartilhas'' daqui, "Cartilhas" dali. Do judiciário, então? Nem se fala. De políticas? Absurdamente utópicas, nada para se por em prática. Fala-se muito em Direitos Humanos (novamente). Fala-se muito. Só se fala. As diferentes etapas e crises sociais pelas quais o nosso país passou têm suas peculiaridades: Direitos Humanos sob outros aspectos. Hoje, fala-se demais. Falam demais principalmente as pessoas que são a favor de sempre entrar em acordos, todavia, NÃO HÁ ACORDOS COM GRUPOS FORA-DA-LEI.
O principal objetivo do narcotráfico é o lucro e o vício, bem como fizera a Inglaterra com o ópio durante um certo período histórico; bem como se faz todos os dias com os "ópios do povo" (bem se sabem quais são). Resta saber se o autor do texto ao qual é feito este comentário concorda com as "políticas de funcionamento" do narcotráfico ou não, porque ao que se sugere sobre a intenção, é notada uma ponta de concordância entre crime organizado e Direitos Humanos. Mais uma vez, a fala demasiada, "embromatória" que tende a evitar derramamento de sangue. Veja-se que é dever do Estado e da nação proporcionar o acesso à saúde e não aos entorpecentes. Veja-se, mais uma vez, que o autor do texto ao qual se replica este defende (mesmo que com ressalvas) a atitude criminal e violenta do vício de ilícitos. A tal atitude (um vexame verbal de compreender e, em certo aspecto, incentivar o tráfico de tóxicos) pode-se dar a nomenclatura de conivência.
A conivência é a aproximação da omissão, uma incapacidade de sugerir a melhoria. Bem se vê, por quaisquer olhos que sejam possíveis, que as políticas de paz com narcotraficantes não impediram a perpetuação do sistema de venda e distribuição de drogas no Brasil. E é fundamental para quem objetive a saúde pública que se permita a eliminação de tais traficantes e afins. É imprescindível na cidade do Rio de Janeiro, através da ação militar, a anulação da presença de mercado de entorpecentes. Faz-se importante a captura (quando não a morte) de líderes do mercado negro.
Os Direitos Humanos estarão assegurados, sim, aos seres humanos, e não aos marginais assassinos que compõem a massa néscia dos verdadeiros vilões: os soldados do tráfico e seus mandantes. Ação militar com fins sociais é a busca pela paz. Violência é ficar sentado no sofá: deixando-se consumir pelo tempo que passa.
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sábado, 27 de novembro de 2010
O Rio de Janeiro continua lindo - Leblon, Tijuca e Faixa de Gaza.
Alguém há um tempo já cantou que o Rio de Janeiro continua lindo. Direi por que com a ação do exército nas ruas da ex-capital nacional o Rio continua a mesma coisa e do qual não se muda uma vírgula.
Sempre se souberam dos narco-problemas fluminenses, sempre. O Rio de Janeiro é um lugar onde o abismo entre ricos e pobres é surreal e secular. Desde quando as pessoas começaram a se alojar nas encostas dos morros da capital do Brasil, há dezenas de décadas, viu-se instalar um contraste rico-pobre tão pior quanto o próprio problema do saneamento básico do século passado: era uma desgraça à saúde pública. Contra as doenças muito foi feito desde as primeiras vacinas e a adoção de procedimentos preventivos contra as mais diversas doenças urbanas, que em sua maioria era causada pela água sem tratamento adequado e pela crescente populacional na província da Guanabara: afinal, tratava-se da capital, portanto, uma pólis promissora. Mas e contra a pobreza? Algo foi feito? Claro que não, porque não tem jeito. Não tem jeito porque quando alguém lucra 1 real, alguém fica sem 1 real; logo: se algumas pessoas são milionárias no Brasil, muitas outras estão ainda procurando o seu pardal. É uma regra de três super simples. Fica claro que não se pode resolver o problema desse tipo de pobreza porque as pessoas que têm dinheiro teriam que dividí-lo com os outros e isso é inadmissível no American Way Of Life ( o que está em voga até hoje). Bom, e há tráfico de drogas no Rio de Janeiro porque há clientela. E vai dizer que é gente do morro que sustenta o crime? Claro que não, são pessoas ricas e turistas. Não tem jeito de pobre sustentar economicamente nada em lugar algum. Só se vê pobre ferrado de drogas na Cracolândia: aquilo, sim, é a derrota total. Portanto, nesse parágrafo conclui-se a origem e o sucesso do tráfico de drogas no Rio de Janeiro, caro leitor.
A pobreza é fundamental para o tráfico de drogas, pois, para existir o negócio, é preciso quem se sujeite a fazer o serviço: os que não tem onde cairem mortos, os infelizes. Aí fica fácil: o traficante dá uma grana e proteção pro manezão que vai atuar na área, fazendo a contabilidade, a logística. O boa-praça, o boa-pinta, o endinheirado sobe o morro de carrão, pega uns pacotes caprichados e desce feliz da vida porque vai encher o nariz de pó e os narizes dos amigos e amigas nas festas. Isso acontece centenas de vezes por dia, todos os dias. E a droga é cara, não pense que fica barato. Mas pobres são seduzidos a trabalhar nessas condições, e muitas vezes são crianças.
Com a determinação de pontos principais de distribuição nos morros, fica fácil estabelecer limites territoriais: o próprio morro. O morro é posse do traficante: e todos os que lá estão. As pessoas que moram no morro são protegidas, são a comunidade. Um sentimento de família se cria para com todos os pertencentes a comunidade. Porém, nem todos os membros da comunidade são a favor do narcotráfico.
Às vezes, dá a impressão de que nunca as autoridades fizeram nada. O buraco é mais embaixo: os interesses vão além. Membros da polícia já estiveram envolvidos em subornos e até em participações diretas de narcotráfico. Então, nesses casos, é fácil ver que o problema da polícia era a própria polícia.
Finalmente chegam as Forças Armadas para combater e retirar dos mercenários seus territórios conquistados durante décadas. É fato que essa investida será intensa e lenta. Muitos daqueles homens dos morros já morreram e muitos ainda vão morrer, eu espero. Mas a torcida maior é pela tomada dos territórios e nem tanto pelas mortes de traficantes e laranjas. Pois, se for retirado o território de chefes de bando, não há como resistir a assaltos da lei. O Exército veio pra subir o morro.
E é por isso que o Rio de Janeiro continua a mesma coisa do que antes: continua com gente rica, com gente pobre, com gente viciada em drogas, com traficantes. O Rio só está diferente para quem não o conhecia por inteiro. Ah, o exército e a marinha são de lá também. Nada mudou.
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
Quando ninguém precisava de relógios (parte final)
Otacílio comprou e leu. Preferiu enrolar o papel, por no bolso e atravessar a rua antes da charrete. Pegar bafo de cavalo na chuva ninguém merece. Chegou à casa todo respingado. Releu atentamente aos escritos do garoto, após outra e mais outra dose de aguardente. Lembrou-se do querosene e acendeu a lâmpada. Estava já escuro e frio. Foi quando levou a lâmpada para a cozinha, cortou um pedaço de Gouda para comer com pão e café frio, era o jantar. Voltou para a sala e alguém bateu à porta.
- Quem bate? – ao que ninguém respondeu.
- Não conheço surdos-mudos, portanto, V. Senhoria não é bem-vinda à minha casa. Queira se retirar, por favor.
Mais uma vez, três batidas no peito da celulósica barreira. Dessa vez com muito mais força.
- Escute criançada, eu vou abrir. Se for traquinagem, garanto que dou-lhes um apanho que não será palmadinha.
Otacílio abriu.
- De quem se trata?
- Olá, sou eu mesmo. Tenho vários nomes. Pode chamar-me Belzebu.
- O que desejais? Essa não é hora adequada para visitações da vida alheia. Inda mais na chuva. Anda, pode voltar amanhã! Não se preocupe, estarei aqui. A partir das 10h estarei no bistrô central, vou ter com o Prestes, o advogado. Preciso receber uma quantia que me atrasaram. Podereis vir antes disso. Passar bem.
- Senhor Otacílio, acho que não estais a reconhecer-me. Não posso voltar amanhã, nem dia algum. Vim resolver umas questões existenciais.
Otacílio, impregnado de aguardente, não o deteve. Tão logo, não se opôs à entrada do Mentiroso.
Sentaram-se e logo o chifrudo veio a dizer:
- Quero vossa alma, homem de princípios.
- Sinto muito, mas eu gostaria que fosse direto ao ponto, caríssimo Belzebu. Já são horas altas e gostaria de descansar. Amanhã terei um dia agitado. Mas para não fazer desmerecimento de vossa inusitada presença, brindaremos, como mandam os costumes. O trem das 20h já vai passar. – após preparar duas doses cavalares com copos grandes, serviu a bandeja, brindando a chegada do ilustre – Um brinde a vós, tardio visitante. Saúde! – ao que o outro também disse – saúde!
O assunto começou a incomodar profundamente a Otacílio quando o Cousa Ruim disse que o tempo precisava ser preenchido por completo, para não haver tempo ocioso. Levantando-se do sofá, nervoso e muito bebido, meio espalhafatoso, Otacílio disse:
- Não, isso não. Eu tenho o meu tempo e não abro mão dele, de forma alguma, meu caro. Estou muito bem de vida assim, agradeço esta sugestão.
- É assim que funciona, amigo: seríeis mais rico para ter tudo o que vos for vontade.
- Eu já tenho tudo o que quero. Inclusive o dinheiro, mas este atrasou por causa de um embargo das cargas na capital. Felizmente já foi tudo solucionado e meu advogado já tomou as medidas. Receberei, no mais tardar, semana que vem. Até lá, tenho minhas reservas que trago desde maio. Não preciso de mais do que isso.
A conversa se alongou, o trem das 20h passou, Otacílio serviu mais uma dose de aguardente ao Lorde da Discórdia. Otacílio mostrou-se firme e forte em sua convicção de que o tempo é esse, se precisar mudar, ele muda. Mas se não precisar, não muda.
O Diabo interagiu com força:
- Então fique Vossa Senhoria a par das coisas, bom homem: tudo isso que existe está contado, tudo. Os dias de calma findarão, meu caro. Homens serão tão ricos quanto monarcas jamais imaginaram ser um dia. Tudo e todos que conheceis hoje serão passado. E os meus desígnios serão vividos por todos; a Discórdia vai preencher como água as relações humanas. – o satânico ser mediu com o polegar a quantia de aguardente no copo e virou-o, tomou o derradeiro golpe da cana. O Capeta soluçou e sentiu que o teor do seu hálito etílico amargava sua doce atitude de mentiroso. Otacílio viu o azedume no olhar vazio do embriagado anjo decaído.
Prostrado de sentimentos e humildade inabaláveis, Otacílio encaminhou o triste e abalado Belzebu para a porta, enquanto o mantinha apoiado em seu ombro. Encostar-se em Satanás traz um cheiro característico, possível apenas tirá-lo com banho de boas ervas. Desceu pela escadaria de madeira. O silêncio era impossível. Os murmúrios imbecis do visitante, o pisar dos cascos na escadaria e o ofegante respirar de ambos levavam os outros moradores do edifício a pensarem que o próprio Minotauro tinha saído do seu Labirinto.
Chegando à marquise do prédio, Otacílio recostou o traste na parede e lá ele ficou escorado com a cabeça chifruda cambaleante, murmurando.
- Andai, Diabo, tomai Vosso rumo porque o meu contato convosco termina acó. Andai pela tempestade para que essa vossa alma aflita seja limpa. Confiai na chuva, ela é limpa.
Belzebu entendeu a mensagem. Continuou escorado após uma tentativa frustrada de erigir-se. Um joelho dobrou-se e quase caiu. Apoiou-se mais uma vez em Otacílio, que o devolveu desta vez ao poste que havia defronte. O cabisbaixo demônio olhou para cima para ver a intensidade das gotas de água. Aprovou. Encheu o peito, bufou, encheu mais uma vez e erigiu-se, voltou-se para Otacílio e despediu-se. Belzebu limpou o excesso de água da cara. Lamentou-se sozinho. E deu o primeiro e o segundo passos. Andou. Seguiu vacilante pela rua, que molhada de chuva, ofuscava o olhar do ébrio. Otacílio ainda disse:
- Belzebu, se precisardes tomar um trem, é melhor que caminheis rápido.
Otacílio voltou para casa, recolheu-se. Com a cabeça já repousada, sentiu o ambiente, parou por segundos e, então, o trem das 21h30 deu seu apito. Otacílio dormiu tranquilamente ao som da chuva inesperada daquele setembro. Otacílio bem sabia quem era o visitante e descansou feliz por tê-lo despachado mais uma vez, dentre muitas. Aquele traste todos os dias batia a sua porta e todos os dias voltava para o inferno com o rabo entre as pernas. Na rua, Belzebu cambaleou até não ser mais visto.
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Fora, Patrão!
"O início do fim é sempre discreto". Um abraço do não-eleitor aqui do Zé Serra, cabisbaixo e inconsolável candidato,
que foi derrotado depois de abandonar o próprio navio. A troca com trôco, foi do certo ao duvidoso. O seu Zé perdeu a eleição.
Tia Dilma vai ser mamãe. De um monte de filhinhos que se recusaram a adotar o papai-patrão, parabéns imãozinhos e companheiros pela aquisição da liberdade, ainda que tardia, conforme o ideal inconfidente e revolucionário da França no Brasil
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Quando ninguém precisava de relógios (parte 2 de 3)
Saindo de casa, foi cautelosamente à bodega ter com o Vicente, filho do Farias, Dono do estabelecimento. Vicentinho tinha em torno de dez anos e tinha paixão por notícias de jornal. Escrevia precariamente suas idéias mirabolantes sobre vários assuntos, entre eles A Doença dos Trens, Chuvas paralisam setor Ferroviário, Maquinistas Loucos, Cidadãos revoltados com Trens Pouco Atraentes. Era um menino muito conversador que adorava pensar e escrever sobre qualquer coisa que fizesse outras pessoas lerem e pensarem, ao ponto de mudarem suas concepções de mundo. Incrível isso para alguém com apenas dez anos.
Ao entrar na venda, Otacílio logo viu o garoto com sua boina e seus apetrechos de jornalista ao fundo do local, longe da chuva e dos respingos, enquanto o pai calculava preços para um casal muito bem vestido, com seus chapéus e uma umbrela.
- Boa tarde! – saudou Otacílio a todos lá dentro – mas que tempo é esse, meu Deus do céu?
- Boa tarde! – respondeu o casal timidamente sem virar o rosto para o protagonista.
- Muito boa tarde, Sr. Otacílio! – respondeu o José Farias – À vontade e chame-me se precisar. Não vos acanheis!
- Vim ter com o garoto Vicente. Soube de uns rumores que andam por aí. Acredito que ele saiba melhor do que eu.
Virando-se para o filho, Sr. Farias enfureceu-se:
- Vicente Armando Goulart Farias! O que anda V. Senhoria espalhando por aí, mais discórdias e heresias? – disse ele bravo, mas num tom sarcástico e carregado de gestos pedagógicos para a criança.
- Desculpe-me papai, mas há um equívoco. Não existe boato algum. Ao senhor Otacílio eu posso dizer a mesma coisa. – o garoto continuou, levantando-se da cadeira e impondo seu pequeno porte - Estive lendo, por estas manhãs setembrinas, a Gazeta Nacional. Fiz uma espécie de análise do período e fiz algumas previsões para o que eu posso chamar de Mudanças Cruciais no Modus Operandi. O que se lê no que escrevo é simplesmente análise, análise, digamos, estrutural da mudança do modo, que é o que eu sinto estar prestes a acontecer. E é melhor se preparar para comprar já o seu relógio viu, papai!
A fala do garoto pasmou a todos no local. O casal que estava de saída tinha até parado para ouvir – espantou-se. Otacílio não acreditava, suava. O pai logo disse, após ajeitar o bigode, “já falei para parar de mexer com coisas de adultos e ir logo brincar com os do seu tamanho, garoto. Guarda esses tinteiros e os papéis. Anda!” Otacílio não suportou aquela verdade toda e lá já se passaram alguns minutos, ao que o garoto organizou suas bagunças e entregou um panfletozinho, cobrando a bagatela de $8,00. Otacílio ralhou:
- Pro diabo, tu, Vicente! Vai me cobrar um oitão? Sr. Farias, censura-o, por favor!
- Vejo que não posso fazer muita coisa por V. Senhoria. É o preço do garoto... De fato ele gastou muito tempo pesquisando para produzir os escritos. – disse o pai, orgulhoso por ver o filho impondo seu preço.
- Dê-me uma boa justificativa para eu deixar morrer um oitão na sua pequenina mão, Vicente, só uma!
Com um ar de altivez e certo do que diz, ao colocar um pedaço de régua dentro do saco, respondeu com segurança e com gestos infantis:
- Meu caro Otacílio, o preço é pouco, o mínimo que pode ser dado em troca de algo que se tornará o registro primeiro de uma futura crise. Lembrar-se-á disso, meu senhor!
Otacílio comprou e leu. Preferiu enrolar o papel, por no bolso e atravessar a rua antes da charrete. Pegar bafo de cavalo na chuva ninguém merece. Chegou à casa todo respingado. Releu atentamente aos escritos do garoto, após outra e mais outra dose de aguardente. Lembrou-se do querosene e acendeu a lâmpada. Estava já escuro e frio. Foi quando levou a lâmpada para a cozinha, cortou um pedaço de Gouda para comer com pão e café frio, era o jantar. Voltou para a sala e alguém bateu à porta.
[NÃO PERCA O FINAL: QUEM BATEU À PORTA DE OTACÍLIO? ALGUMAS SURPRESAS ESPERAM POR VOCÊ! FIQUE LIGADO!]
[NÃO PERCA O FINAL: QUEM BATEU À PORTA DE OTACÍLIO? ALGUMAS SURPRESAS ESPERAM POR VOCÊ! FIQUE LIGADO!]
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