Este foi um comentário feito a respeito do texto "Não haverá vencedores" de Marcelo Freixo publicado no Folha de São Paulo deste domingo, 28/11/10. Segue o comentário.
Fala-se muito em Direitos Humanos e nunca se fala em AÇÃO. A sociedade brasileira está saturada de ''Cartilhas'' daqui, "Cartilhas" dali. Do judiciário, então? Nem se fala. De políticas? Absurdamente utópicas, nada para se por em prática. Fala-se muito em Direitos Humanos (novamente). Fala-se muito. Só se fala. As diferentes etapas e crises sociais pelas quais o nosso país passou têm suas peculiaridades: Direitos Humanos sob outros aspectos. Hoje, fala-se demais. Falam demais principalmente as pessoas que são a favor de sempre entrar em acordos, todavia, NÃO HÁ ACORDOS COM GRUPOS FORA-DA-LEI.
O principal objetivo do narcotráfico é o lucro e o vício, bem como fizera a Inglaterra com o ópio durante um certo período histórico; bem como se faz todos os dias com os "ópios do povo" (bem se sabem quais são). Resta saber se o autor do texto ao qual é feito este comentário concorda com as "políticas de funcionamento" do narcotráfico ou não, porque ao que se sugere sobre a intenção, é notada uma ponta de concordância entre crime organizado e Direitos Humanos. Mais uma vez, a fala demasiada, "embromatória" que tende a evitar derramamento de sangue. Veja-se que é dever do Estado e da nação proporcionar o acesso à saúde e não aos entorpecentes. Veja-se, mais uma vez, que o autor do texto ao qual se replica este defende (mesmo que com ressalvas) a atitude criminal e violenta do vício de ilícitos. A tal atitude (um vexame verbal de compreender e, em certo aspecto, incentivar o tráfico de tóxicos) pode-se dar a nomenclatura de conivência.
A conivência é a aproximação da omissão, uma incapacidade de sugerir a melhoria. Bem se vê, por quaisquer olhos que sejam possíveis, que as políticas de paz com narcotraficantes não impediram a perpetuação do sistema de venda e distribuição de drogas no Brasil. E é fundamental para quem objetive a saúde pública que se permita a eliminação de tais traficantes e afins. É imprescindível na cidade do Rio de Janeiro, através da ação militar, a anulação da presença de mercado de entorpecentes. Faz-se importante a captura (quando não a morte) de líderes do mercado negro.
Os Direitos Humanos estarão assegurados, sim, aos seres humanos, e não aos marginais assassinos que compõem a massa néscia dos verdadeiros vilões: os soldados do tráfico e seus mandantes. Ação militar com fins sociais é a busca pela paz. Violência é ficar sentado no sofá: deixando-se consumir pelo tempo que passa.
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