Como se fosse um ritual, sempre coloco primeiro a meia esquerda, depois a direita; o sapato esquerdo, depois o direito. Não por regra, talvez, sim, por inquietude intelectual de precisar seguir passos ou inclinações prestabelecidas.
Gostoso demais lembrar das agressivas ordens das educadoras de minha infância: "para ler, comece pela esquerda, depois para a direita, até o ponto."
Engraçado, pois não me lembro quem eram as educadoras de minha infância, mas lembro-me vividamente das lições dadas há tantos e tantos anos.
Parabéns a vocês, esquecidas! O tempo na minha cabeça já aniquilou seus retratos, mas não seus atos.
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